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ALUNOS DA FUNEC LOTAM AS GALERIAS DA CÂMARA E PEDEM INTERVENÇÃO DO LEGISLATIVO

Uma proposta de alterações na Funec (Fundação de Ensino de Contagem) colocada pela Secretaria Municipal de Educação (Seduc) tem deixado os alunos de Contagem preocupados. Por isso, as galerias da Câmara estavam lotadas de jovens que buscavam o apoio dos vereadores, na manhã desta terça-feira (14/11), durante a 37ª Reunião Ordinária.

Com cartazes e palavras de ordem, os alunos, na sua maioria da Funec Centec, mostraram insatisfação com a recente alteração proposta pela Seduc e que vai atingir, especialmente, as unidades Centec e Riacho.

Atualmente, essas duas unidades da Funec oferecem aos alunos o ensino médio integrado, no qual em parte do dia os alunos cursam o segundo grau regular e, em outro período, fazem um curso técnico, sendo os dois ensinos oferecidos de forma integrada pela instituição.

Com a reforma proposta, essas unidades se transformariam e polos de educação tecnológica, oferecendo somente os cursos técnicos, não mais integrados com o ensino médio regular. Assim, o aluno devidamente aprovado em processo seletivo faria um curso técnico nas Funecs e o ensino médio regular em outra escola.

Segundo a Seduc, não há falta de oferta de ensino médio regular em Contagem. Portanto, a retirada dessa oferta nas duas unidades da Funec não acarretaria em falta de vagas para os jovens contagenses e ainda aumentaria a oferta de cursos e de vagas para o ensino técnico.

Com as mudanças, a unidade Centec receberia, em 2018, 240 novos estudantes. Em 2017, foram 90. Já a unidade Riacho ofertaria, em 2018, 180 vagas, contra 58 disponibilizadas este ano. Além disso, a Funec Inconfidentes passaria a ter o curso técnico de Segurança do Trabalho, com 35 vagas.

Para o presidente da Comissão Externa de Educação da Câmara, vereador Alex Chiodi (SD), a alteração pode ter como consequência uma maior evasão escolar. “No nosso entendimento, é uma mudança prejudicial aos alunos que procuram formação com a qualidade hoje ofertada. Já tem histórico de unidades que disponibilizam somente o curso técnico com grande evasão, porque os jovens começam a trabalhar, ou arrumam outras atividades fora do período escolar e acabam abdicando do curso técnico”, explicou o vereador, concluindo que quando o ensino médio é integrado ao técnico, a evasão é estatisticamente menor.

Alex explicou, ainda, que a questão deve ser discutida, novamente, em uma reunião marcada para a próxima semana, em que estarão presentes o secretário de Educação, a Comissão de Educação da Casa, alunos e trabalhadores da Funec e também o sindicato.

“Se, contudo, não for possível manter nos moldes atuais, sugerimos que, em vez de três novas turmas do ensino integrado, entrem somente duas e uma seria uma espécie de “teste”, uma turma de transição, para que a experiência seja avaliada quanto a sua viabilidade”, disse Alex.

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